domingo, 2 de dezembro de 2012

me puxa


Fecho os olhos e tento pensar numa música que fale o que eu quero pra você. Começo a cantar, assim mesmo, de olhos fechados. Eu sempre gostei de cantar então te dedico uma das coisas que eu tenho de melhor. Modéstia é sempre a parte, são poucas as coisas nas quais eu sou boa, então pelo menos essas que eu conto nos dedos da mão, eu posso falar a verdade, me orgulhar e dizer que sim eu sou boa.
Eu sempre tive esse jeito de “me larga”, mas querendo ser puxada. Acho que é o único tipo de amor que eu sei ter. A necessidade de testar quem eu realmente quero, pra ver se ela aguenta o tranco, testar se ela me quer mesmo quando eu digo não, se aceita eu ser quem eu sou. Será que você aceita? Não sei, mas você já foi embora tantas vezes. Eu já fui também, sem necessariamente querer ser puxada. Eu voltei, mas você não era o mesmo, eu não era a mesma. Sua barba e seu cheiro eram, e eu queria que fossem mesmo, do jeito que eu deixei, mas acho que só isso ficou. Eu não sei, eu nunca sei. E será que é isso mesmo?
“Fica comigo?” você disse. Ah, eu fico, mas não sei por quanto tempo. É o suficiente? Eu não sei, eu nunca sei. Mas ai você foi, antes de me contar por quê, antes de me dizer o que fazer comigo. Eu digo me puxa e você me larga.

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