domingo, 15 de junho de 2014

carta aberta

Eu sabia que esse dia iria chegar. O dia que eu iria desentalar tudo que ficou na garganta. Bem, ele ainda de fato não chegou, mas quem sabe seja hoje o dia de tirar um pouco do peso do que passou, pra quem sabe me trazer um pouco mais de vida.
Eu mudei e com certeza muita coisa também mudou em outros lugares. Amigos que eu achei que seriam para sempre, bem, eles não foram. Na verdade não chegaram nem perto, porque uns nem se dignaram de dizer que estão vivos. Tudo bem, eu ainda tenho facebook e desses eu ainda sei um pouco do que anda acontecendo. Os que eu não tenho no facebook, bem, esses eu realmente não sei mais nada além dos meus desejos pessoais para eles, já que hoje só se encontram em páginas do passado.
Sonhei com uma dessas pessoas noite passada. Ela tinha um namorado cretino e continuava cretina também. Acho que algumas coisas simplesmente não mudam nem em sonho. Tem outros que ainda tem contato com pessoas que eu mantenho contato. Não que eu saiba alguma coisa da vida deles, mas eu espero que estejam bem. Sim, eu sou louca e vocês também, mas infelizmente eu só consigo ver isso agora. Acho que as vezes quando ficamos muito perto, a gente acaba perdendo a visão geral da coisa. Hoje, bem de longe, eu vejo os erros que essas páginas da minha vida foram. Desculpem a reminiscência nessas histórias, mas eu não consigo me controlar. O que eu quero dizer para esses é que graças a deus acabou. E não, não foi bom.
O último, ao inverso, esteve sempre certo. Inclusive nos diagnósticos, mas isso é uma outra conversa. Acho que já passou tanto tempo que eu já nem me lembro direito. E não necessariamente foi bom, pelo pouco que eu me lembro. Sobre esse de fato eu não sei nada e nem quero, mas fica o meu obrigada. O meu obrigada por detectar esse off diferente do meu cérebro, que hoje é um dos meus maiores tesouros, é o que me faz diferente de todo o resto do mundo. Talvez seja até o que me faz um pouco mais interessante do que os demais. É o que me faz agradecer por não ter mais por perto os que não sabiam conviver com isso e exatamente o que me fez ir embora. Eu fui, a vida não ficou melhor, mas eu fui né? Eu aceitei o risco.
E vocês, o que vocês fizeram? Vou continuar aqui olhando o facebook, e aos que não olho, o resto.

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