segunda-feira, 23 de junho de 2014

nós quatro

Você estava sentado em uma cadeira preta, com os braços amarrados para trás. Estava escuro, mas tinha claridade o suficiente para você enxergar a silhueta dela. O quarto só tinha uma cama, mas era mais do que o suficiente. Ela apareceu na porta do banheiro, usando uma lingerie preta, de renda, com ligas prendendo a meia. Era clichê, mas ela era muito sexy. Uma batida saia do som e ela começou a dançar. Movia os quadris melhor do que uma stripper, caminhava sexy até você. Ela passou devagar as mãos pelo seus ombros enquanto você a seguia com os olhos. Deu a volta na cadeira, abaixou um pouco o rosto e deixou os cabelos, longos e loiros, passarem na sua nuca. Você ensaiou um pulo, porém estava refém. Ela veio de costas, encostando o corpo contra suas costas e seus braços. Sentou no seu colo, te olhou fundo nos olhos e te vendou. Ela não queria que você visse, e sim, que sentisse. Em um movimento ensaiado, passou as mãos em suas pernas, de baixo para cima. Começou a te beijar nas coxas, pulou o meio, para te provocar. Beijou seu peito forte, te arranhando de leve. Você inclinava a cabeça para trás, como se implorasse para que ela te matasse logo.
Eu queria estar ali naquele quarto, quase te matando também. De prazer, de raiva, de amor. Resolvi não me torturar e fechei as cortinas do meu apartamento, peguei um copo de vinho e me embebedei. De amor, de raiva, de prazer, por nós quatro. Eu, você, a loira e o meu amor não correspondido.

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