segunda-feira, 14 de julho de 2014

devaneios de something

Deitei na cama e coloquei Something pra tocar. Pensei em tudo que eu gostaria de ouvir naquele momento. Paixão nem sempre é algo confortável. Devo admitir que de vez em quando mais dói do que dá prazer. Faz parte e eu sempre fui um pouco masoquista, então aceito. Até gosto.
Não sei por onde você anda, mas com certeza por aí. O que será que você está fazendo agora? Será que pensa em mim? No fundo dessa cama, eu só penso em você. Você está quase materializado aqui do meu lado, na parede do quarto, sentado na cadeira ao lado da cama, no banheiro na cozinha. Você já tomou conta da minha casa, enquanto eu continuo aqui parada. Pensando bem, você tomou conta dos meus dias, das minhas noites e até dos meus sonhos. Não passo 10 minutos sem pensar em você. As vezes me irrito, digo pra você sair da minha cabeça, mas você não sai. Dominou até meu cérebro, que grita seu nome a cada conexão nervosa.
Você quer saber por que dói? Dói porque sempre doeu. Porque esse coração de meia tigela que eu ganhei quando nasci, a cada pulso, se abre um pouco mais. Será que o seu coração também se abre quando pulsa? Será que dói quando você pensa em mim? Dói de saudade, de amor, de paixão, de tesão? Eu não sei, não sei se um dia irei saber. De qualquer maneira, não me importo de sentir essa dor só, ela é minha.
Você continua por ai e eu por aqui. Acho que vou me levantar e tomar um analgésico, para aliviar um pouco a dor. Ouvi dizer que dorflex enfraquece o pulso do coração. Acho que vou tomar um desses.

Um comentário: