terça-feira, 19 de agosto de 2014

você.

Hoje eu acordei tomada, domada, enebriada por todas essas coisas que você me faz sentir. Olhei pro lado e só tinha travesseiro. O espaço que sobrava ao meu redor queimava. Queimava de saudade, de amor, da sua falta. O espaço tinha quase o contorno do seu corpo, só esperando você encaixar. Quando você volta hein? Não quero mais viver sem ele, pensei. Levantei. Trabalhar, comer, respirar você. Hoje foi um desses dias que eu só fiz você. Voltei pra casa, cantarolando uma música de amor, intoxicada pela tristeza da sua falta e pela felicidade de ter deixado meu coração com você. Continuei cantando a música, acabando com metade de mim e explodindo a outra metade de amor. Esse lance de te amar tanto me dá um medo. Começo a misturar minhas loucuras com a realidade, passando e repassando seu rosto na minha cabeça, me doendo o coração em pensar que não vou te ver, virando mil confetes por pensar na próxima viagem. Nessa eu fico, alternando entre carnaval e quarta-feira de cinzas, tudo num dia só. Inevitavelmente te amando demais, mais do que posso, mais do que eu quero, mais do que o meu peito comporta. "Mas eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder, sem engano"...

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